Posso afirmar que minhas enfermidades, que decidiram acontecer ao mesmo tempo, são quase inteiramente psicossomáticas. Antes de adoecer, estava com um certo desejo de fazer o mesmo, ser internado, quase. Me sentia doente, logo, adoeci. Um desejo por auto-destruição tão primitivo, e ao mesmo tempo reprimido, que silenciosamente tomou conta de meu corpo.
Depois de um ato inesperado de minha ex, tudo desandou. Sem chamar nenhum lugar de 'lar', a única coisa que podia me dar tal conforto e segurança quanto um 'lar' era ela. Fosse encostados num carro, comendo um hambúrguer ou fumando um baseado, ela me dava toda a segurança que se tem ao receber visitas em sua casa. Aquele conforto que ninguém mais tem, como receber essas mesmas visitas descalço. Todos eram estranhos ao nosso redor, nenhum deles fazia parte do nosso mundo, eram universos paralelos e o nosso era muito melhor. Eram apenas figurantes no nosso filme do David Lynch.
Traído apenas com palavras, fui embora. Ela havia me matado, shot me down. Na verdade, foi o contrário. Ela me obrigou a matá-la. Certas palavras nenhum homem deve ouvir de sua amada. Nenhum homem deve ser obrigado a deixar de amá-la, ainda mais por ela mesma.
Minha 'casa' havia queimado num incêndio. Tudo que estava ali dentro, todas as lembranças guardadas pelos espelhos, tudo havia sucumbido às chamas. Talvez se procurasse pudesse achar os espelhos, mas tenho medo de terem trincado.
The Monster Society of Evil
5 de jan. de 2011
21 de dez. de 2010
No Wave
Nascido em NY nos anos 80, o No Wave foi um movimento artístico de arte performática, bandas underground, filmes e vídeo. Jogue Jim Jarmusch, Screamin' Jay Hawkins, Sex Pistols, o Meatloaf (com o saxophone), Salvador Dali, o cenário de Nova Iorque nos anos 80, a inspiração que se podia tirar dali, jogue tudo num grande liquidificador conceitual e terá um copo cheio de uma mistura de coloração esquisita chamada No Wave.
Sendo um movimento artístico que não pode ser apreciado com apenas um dos sentidos, o No Wave se desenvolveu como um todo, tendo sua própria alma. Poderia dizer que possui tanta alma quanto um livro do Kerouac. Eram os beatniks dos anos 80 (imagem mental do Rick Casek, do Cars, vestido de beatnik em Hairspray).
Imagine as ruas de NY. Imagine-as sujas. Imagine você caminhando por elas para arranjar anfetamina barata. Imagine você depois da anfetamina andando pelas ruas de NY de novo. O Ian Curtis aparece do seu lado e te oferece um beck. Você fuma e volta andar. Na esquina, você entra em um bar. Lá dentro uma mulher toda vestido de preto recita uma poesia meio gritada, com uma música que parece alguém batendo em panelas, um retratro da esquizofrênia. Você sai do bar achando aquilo demais e sabe que na semana seguinte vai ter alguma coisa parecida, um show, um derretimento em grupo na casa de alguém. Isso é No Wave.
Sendo um movimento artístico que não pode ser apreciado com apenas um dos sentidos, o No Wave se desenvolveu como um todo, tendo sua própria alma. Poderia dizer que possui tanta alma quanto um livro do Kerouac. Eram os beatniks dos anos 80 (imagem mental do Rick Casek, do Cars, vestido de beatnik em Hairspray).
Imagine as ruas de NY. Imagine-as sujas. Imagine você caminhando por elas para arranjar anfetamina barata. Imagine você depois da anfetamina andando pelas ruas de NY de novo. O Ian Curtis aparece do seu lado e te oferece um beck. Você fuma e volta andar. Na esquina, você entra em um bar. Lá dentro uma mulher toda vestido de preto recita uma poesia meio gritada, com uma música que parece alguém batendo em panelas, um retratro da esquizofrênia. Você sai do bar achando aquilo demais e sabe que na semana seguinte vai ter alguma coisa parecida, um show, um derretimento em grupo na casa de alguém. Isso é No Wave.
'Conteúdo Duvidoso'
Se sua mãe fala de sexo com você mais abertamente do que deveria, obre música, então Questionable Content é o seu lugar, perturbado amigo. A história começou em 2003, com o desenho especialmente tosco, e foi melhorando até virar um quadrinho de internet classe A+. Publicando uma página por dia, J. Jaques faz você querer saber quais serão as próximas perversões doentias de Pint Size, o robô fascinado por pornografia bizarra de internet, os próximos relacionamentos caóticos de lésbicas sadmosaquistas ou as próximas piadas de peido.
http://questionablecontent.net
'O Friends indie que você sempre quis.'
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